Bergantin reinventa Ituano e sela boa fase com vitória sobre o líder

O técnico Vinícius Bergantin conseguiu, de fato, trazer a boa fase de volta ao Ituano. Após realizar um Paulistão com altos e baixos, o treinador viu a equipe oscilar no início da Série C, mas a vitória diante do Brusque, na última quinta-feira, e a entrada no G4, trouxeram novos ares ao Novelli Júnior.

Bergantin sofreu no início do campeonato nacional com a perda de peças importantes como os volantes Gabriel Baralhas e Marcos Serrato que deixaram o clube de Itu para clubes da Série A. Entretanto, essas ausências mostraram o equilíbrio do elenco e foi fundamental na retomada.

“É importante pra mostrar o equilíbrio que nós temos. Todo mundo trabalhando por igual, sabendo o padrão da equipe, esse foi o ponto principal para sustentar nossa melhora. Mesmo com a perda dessas peças, fiquei tranquilo porque quem entrou tinha confiança. Sabia que nosso elenco conta excelente atletas que poderiam entrar e dar conta do recado. E foi o que aconteceu”, explicou.

Além das mudanças nas peças em campo, Bergantin também mudou a maneira da equipe atuar. Segundo o treinador, a opção por um ataque mais móvel, auxiliou a retomada do bom desempenho: “Por conta das características que temos à disposição, optamos por um ataque mais leve, mais rápido e isso vem incomodando demais os adversários”, disse.

E engana-se quem pensou que foi só a parte ofensiva que sofreu alterações, Vinicius também realizou mudanças no setor defensivo: “Na virada do turno nós conversarmos, reprogramamos a parte defensiva com intuito de oferecer mais resistência para que a bola chegasse mais quebrada na nossa linha de quatro”, explicou.

Todas essas modificações surtiram efeito diante do Brusque, e a intenção do treinador é prolongar essa boa fase para que o Galo de Itu possa brigar até o fim da primeira fase por uma vaga entre os quatro primeiros do grupo B na Série C.

“Deu certo contra o Brusque, mas já vínhamos fazendo esse trabalho nos últimos jogos. Só que nesse jogo diante do Brusque conseguimos fazer os gols. Isso é bem legal. Agora queremos dar continuidade e continuar encontrando tranquilidade para fazer os gols nos próximos jogos para colher bons resultados”, finalizou.

Peça fundamental na Chape, Willian Oliveira projeta confronto direto contra a Ponte Preta

A Chapecoense enfrenta na noite desta terça-feira (20), a Ponte Preta no estádio Moisés Lucarelli. O volante Willian Oliveira, peça fundamental do verdão do Oeste na campanha da série B, projeta o confronto direto, que vale liderança para sua equipe.

“Sabemos que é mais um jogo difícil, é um adversário direto, um time de G4. Sabemos da importância que é somar pontos nessa partida, mas prevemos um confronto complicado. Nosso time vem bem, de bons jogos e acredito que podemos somar aqui, desde que a gente continue com os pés no chão, humildade, mantendo as mesmas características e não perdendo a identidade da nossa equipe.”, afirmou.

Em meio a uma temporada com um calendário apertado, por conta da paralisação do futebol, o volante destaca que apesar do desgaste grande, todos os times estão passando pela mesma situação.

“Não está sendo fácil, mas todas as equipes estão passando por esse momento complicado, sem muito tempo para descansar, então não tem desculpa, o cansaço não é só para a gente, é para todo mundo. Infelizmente tem jogos que por estar um em cima do outro, ficam lentos, não dá para colocar tanta intensidade, mas é o momento em que estamos vivendo e temos que se adequar.”, destacou.

Presente nos 90 minutos de 14 dos 15 jogos da Chapecoense no Brasileirão da série B, Willian não deixa de lembrar a importância de se cuidar e seguir as recomendações passadas pelo clube: “A importância de descansar e se alimentar bem. A nutricionista, a fisiologista e todo o staff falam para nós, para comermos bem e descansarmos bem. Esse está sendo o ponto fundamental da nossa recuperação.”, falou.

Mirassol, de Eduardo Baptista, fecha primeiro turno com melhor ataque da Série D

O Mirassol terminou o primeiro turno da Série D com o melhor ataque da competição. Com 18 gols marcados, em sete partidas disputadas, o Leão Mirassolense conseguiu alcançar esta marca ao golear o Nacional, no último sábado, por 8 a 0, no José Maria de Campos Maia.

Para o técnico Eduardo Baptista, os números são motivo de alegria. Como frisa em suas coletivas, é uma forma de mostrar que a equipe tem assimilado a ideia de jogo proposta.

“Isso me deixa muito contente. Mostra que os atletas estão comprando nossa filosofia que é de um futebol de bastante ofensivo, que busca o gol. Ter a posse, mas sempre em busca do gol. Ser sempre vertical. É um início de trabalho, está evoluindo, mas ter esses números, é um indicativo positivo”, afirmou.

Com média de 2,57 gols por partida, o Mirassol passou apenas uma vez em branco –  no empate por 0 a 0 contra o Cascavel, fora de casa -. Na segunda colocação do Grupo 07, o técnico Eduardo Baptista projeta um segundo turno ainda mais competitivo.

“Acredito que vamos ter mais dificuldades. As equipes já se conhecem, talvez seja o grupo com mais competitividade de toda competição. Sabemos que estamos amadurecendo, crescendo, mas vamos precisar nos dedicar muito, produzir mais do que produzimos até aqui para terminar classificado na melhor colocação possível”, explicou.

O próximo confronto do Mirassol é diante do mesmo Nacional, desta vez em Rolândia, no Paraná, na próxima quinta-feira, às 15h30, no Estádio Erich George.

 

Eduardo Baptista comanda goleada do Mirassol na Série D

O técnico Eduardo Baptista conquistou sua primeira vitória sob o comando do Mirassol. Os primeiros três pontos pelo Leão vieram em grande estilo ao golear o Toledo por 6 a 0, no Maião, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro da Série D.

A performance agradou, e muito, o comandante. Eduardo ressaltou a quantidade de chances criadas pelo Mirassol e mostrou-se satisfeito com o aproveitamento da equipe na noite de ontem.

“Nós tivemos um começo em que a equipe do Toledo dominou mais o jogo, mas tivemos paciência para retomar o controle das ações do jogo novamente. Hoje o diferencial foi a conversão das chances criadas em gols. De novo, como nos outros dois jogo, a criação foi farta, mas hoje conseguimos fazer os gols”, afirmou.

Outro fator que agradou o treinador foi a agressividade  e a vontade de fazer gols demonstrada: “É uma equipe em formação, então a vitória é importante, mesmo com o placar elástico nós sempre buscamos ampliar. Temos trabalhado em cima de ser agressivo todo o tempo, com e sem a bola, e conseguimos fazer isso na partida de hoje. Tudo isso dá uma confiança maior para a sequência”

Após o empate contra o Bangu e a derrota para a Cabofriense, a vitória contra o Toledo traz confiança, e o treinador quer que o padrão de atuação seja mantido.

“Foi um resultado justo, mas é fruto de muito trabalho. Meu papel é dar confiança para os atletas e fazê-los repetir. Ainda temos um caminho longo pela frente e trabalharemos para ter mais performances como esse”, finalizou.

Moisés Egert deixa o comando do Marcílio Dias

O técnico Moisés Egert não é mais treinador do Marcílio Dias. Nesta segunda-feira, o treinador pediu demissão e não comanda mais a equipe no Campeonato Brasileiro da Série D.

Moisés Egert optou por encerrar sua passagem pelo Marinheiro, colocou seu cargo à disposição após o empate contra o Joinville e a diretoria do Marcílio aceitou o pedido de demissão do treinador.

“Acredito que foi o melhor caminho. Preferi pedir demissão por acreditar no clube, no elenco, pelo carinho que tenho por todos e acredito que foi o melhor a se fazer para reverter esse quadro”, explicou.

Ele sai do Clube com 13 jogos a frente da equipe, 11 no Campeonato Catarinense e dois no Brasileiro da Série D, com 4 vitórias, 5 empates e 4 derrotas. No Catarinense, Moisés levou a equipe até as quartas de final.

“Acho que o clube tem possibilidades de conseguir os resultados futuros e a classificação, mas através de outro treinador que venha trazer energia e força para esse elenco. Desejo sorte, sucesso, vou acompanhar e torcer a distância”, finalizou.

 

Ex-Botafogo, Léo Silva comemora bom momento do Kashima

A boa fase enfim chegou ao Kashima Antlers. Após passar por um começo de ano turbulento, o time japonês conseguiu superar as dificuldades e comemorou nesta quarta-feira sua sétima vitória seguida.

Um dos pilares da equipe, o volante Léo Silva, no time desde de 2017, comemorou a fase atual: “Nos momentos de dificuldade temos que trabalhar dobrado, foi isso que fizemos. Sabíamos que, pelo tanto que trabalhamos, conseguiríamos dar uma resposta dentro de campo. Agora temos que continuar evoluindo para continuar brigando na parte de cima”, afirmou.

A vitória diante do Shonan Bellmare também colocou o time comandado por Antônio Carlos Zago entre os quatro melhores da J-League.

“Sabemos como funciona a competição, as outras equipes vão oscilar e precisaremos estar preparados para aproveitar as oportunidades de encostar ainda mais nos concorrentes ao título”, afirmou.

Nesta temporada já foram dezesseis jogos como titular e duas assistências nos últimos quatros jogos. “Fico feliz primeiramente em poder ajudar a equipe. E esses números individuais refletem no coletivo, isso que é o mais importante”, finalizou.

Campeão estadual, Moacir Júnior não é mais treinador do Treze

Moacir Júnior deixou o comando técnico do Treze na noite de ontem após o empate sem gols, em casa, diante da Jacuipense. Campeão estadual com a equipe paraibana após dez anos de jejum, Moacir optou por entregar o cargo e emitiu uma nota em suas redes sociais justificando a decisão.

No comando da equipe Moacir realizou 11 jogos, foram quatro vitórias, três empates e quatro derrotas. O treinador conquistou o título paraibano, vaga na Copa do Brasil e na Copa do Nordeste.

Confira a nota emitida pelo treinador

“Em respeito aos jogadores, aos diretores e a torcida do Treze, venho por meio desta nota anunciar meu desligamento do comando técnico da equipe. Apesar dos pedidos para permanecer, sempre deixei claro que não tenho apego ao cargo e se for para o bem do clube, prefiro não continuar.

Saio com a cabeça erguida, com um título paraibano conquistado após um longo jejum de quase 10 anos, vagas na Copa do Nordeste e na Copa do Brasil, e um ótimo calendário para o próximo ano. Infelizmente não conseguimos converter nossas grandes atuações recentes em vitórias e sabemos que na cultura do nosso futebol isso pesa.

Passei por situações invasivas em relação a postura de alguns torcedores nas redes sociais e em nosso dia a dia, mas sei que o verdadeiro torcedor trezeano me respeita. Agora é momento de se tornar mais um torcedor desse grande clube, descansar com a família e projetar os próximos passos. Obrigado, Treze!”

Sobrinho de Rivaldo, Felipe estreia como profissional pelo Avaí

O sonho de menino quando começou a jogar futebol em Mogi Mirim, cidade onde nasceu, alimentado pelo tio Rivaldo, que fez sucesso no futebol, atuando na Europa e conquistando o título mundial com a Seleção Brasileira, empolgaram Felipe dos Santos Mosca, o Felipe, 21 anos, lateral direito do Avaí, que fez sua estreia no profissional na última terça-feira (15), diante do Confiança-SE, empate em 2 x 2.

O atleta chegou ao Avaí em 2018, trazido por Diogo Fernandes, depois que fez uma excelente Copa São Paulo de futebol junior, atuando pelo Itapirense. Chegou para nunca mais sair. Preparado pela Base Avaiana, logo adaptado ao grupo, passou a atuar pelo Sub-20 do Leão da Ilha, onde conquistou título e chegou ao profissional este ano, já na pré-temporada.

Depois de atuar na equipe de baixo muitas vezes e estar incorporado ao grupo de Aspirantes (Sub-23), que se prepara para o Brasileiro da categoria, Felipe chamou a atenção de todos, principalmente da comissão técnica. O técnico Geninho, que tem um histórico de lançar atletas que fazem sucesso no futebol, não hesitou em torná-lo titular nesta partida contra o Confiança.

E o desempenho de Felipe foi bastante elogiado por todos, mostrou confiança e a tranquilidade de quem já atua na posição há muito tempo. Inspirado no lateral Daniel Alves, atleta de sucesso na Europa, Felipe sonha em chegar mais longe na carreira. “É um começo importante. Com o apoio dos colegas, da comissão técnica e, principalmente, da minha família. Ontem liguei para a minha mãe, foi uma emoção grande sentir a alegria dela”, disse.

O apelido entre os colegas no Avaí é Badi, que herdou do pai. Seu Badi foi jogador de futebol, nunca chegou a craque, mas foi o grande incentivador do filho. Rivaldo, o tio, casado com uma irmã de seu pai, sempre foi um grande incentivador de sua carreira. É o segundo mais novo de uma família de cinco irmãos.

Peça fundamental, Willian Oliveira vive melhor fase da carreira na Chapecoense

O volante Willian Oliveira é velho conhecido do técnico Umberto Louzer, mas quando chegou na Chapecoense pouca gente conhecia o jogador. Porém não demorou muito para o atleta mostrar seu potencial e cair nas graças do torcedor. Destaque na reta final do Catarinense, o volante é atualmente uma das principais peças do elenco do Verdão do Oeste.

Diante do bom momento, o Oliveira tem visto seu nome ser mencionado com mais frequência na imprensa local e nas redes sociais: “Fico feliz pelo reconhecimento individual, é consequência e fruto daquilo que a equipe vem apresentando, todos estão de parabéns, é gratificante e serve de combustível para continuar trabalhando”, afirmou.

Mais maduro, Willian Oliveira vive o auge de sua carreira e os números sã0 prova disso. Com o volante em campo, a Chape conquistou 25 dos 30 pontos disputados e o jogador esteve presente até o final em todos os jogos.

Créditos obrigatórios: Márcio Cunha / ACF

“Acredito que é meu melhor momento na carreira. Pelo peso que é representar essa camisa e mais do que isso, ter aproveitamento vestindo ela. A conquista vem pra coroar tudo isso também. É meu terceiro título, mas esse vem em um momento especial. Passei por um momento difícil no começo do ano e Deus foi grandioso em minha vida, foi uma reviravolta muito grande e com certeza está sendo o melhor momento da minha carreira”, explicou.

A recompensa das atuações no Catarinense quase veio em grande estilo, mas a trave defendida por Zé Carlos tirou o que seria o primeiro gol do volante pela Chape: “Com o gol seria a melhor forma de terminar. Ia ficar maravilhoso se aquela bola entrasse, mas vou continuar trabalhando e creio que Deus está preparando o momento certo para que isso venha acontecer”, disse.

Agora com foco voltado para o Brasileiro da Série B, o volante projeta melhorar ainda mais o desempenho para terminar o ano com mais comemoração.

“Estou sempre buscando melhorar. Me cobro muito, sempre complemento os treinos com trabalhos técnicos e físicos específicos porque o futebol atual pede. Busco estar próximo do que é necessário para estar em alto nível. A Série B requer isso e se quisermos sonhar, precisamos estar preparados”, finalizou.

O próximo jogo da Chapecoense é diante do Náutico, na sexta-feira, às 21h30, no Estádio dos Aflitos, em Recife.

Em três anos, Umberto Louzer conquista segundo título estadual da carreira

O técnico Umberto Louzer conquistou no último domingo seu segundo título estadual da carreira. O treinador levou a Chapecoense à final do Campeonato Catarinense 2020 e colocou mais um troféu estadual em sua estante ao bater o Brusque nas duas partidas da decisão. A conquista desta temporada se junta a do Paulista da A2, em 2018, com o Guarani.

Umberto Louzer está agora ao lado de Vágner Mancini, Guto Ferreira, Mauro Ovelha e Agenor Piccinin, campeões catarinense com a Chapecoense no século XXI. Na quinta final consecutiva da Chape, Louzer conseguiu acabar com o jejum de três anos sem título com uma campanha irretocável de recuperação.

O capixaba assumiu a Chapecoense na sétima rodada, na zona de rebaixamento, e além de salvar o time conquistou a classificação a segunda fase. Nas quartas de final superou Avaí, na semi o Criciúma e na grande final o Brusque. A trajetória do treinador até o título foi de: (oito jogos, cinco vitórias, dois empates e apenas uma derrotas. Foram 12 gols marcados e apenas três sofridos.

“O título aproxima ainda mais o torcedor, que vê o grupo se entregando. Aqui lutamos do início ao fim. Fomos premiados, mas foi fruto do que construímos. Não é fácil sair de lá de trás e classificar. passamos por adversários complicados e encaramos um Brusque bem armado pelo Jersinho. Somou muitos pontos dentro da competição, mas superamos”, explicou o treinador.

Apesar de ser um dos principais responsáveis pela recuperação no Campeonato Catarinense, Umberto Louzer fez questão de apontar os atletas como protagonistas da retomada e da conquista consequentemente.

“O título representa e muito a todos nós que estamos na Chape. Pegamos o clube em último lugar. Mérito é deles (atletas) que acreditaram e resgataram a confiança, e fomos premiados com o título. Os protagonistas são os atletas e os torcedores. Valorizo esse grupo que me abraçou muito bem. Precisávamos coroar com título pelos momentos difíceis que passamos. Eles tiveram lucidez e pés no chão”, finalizou.

O título também é o segundo do auxiliar Gabriel Remédio e o preparador físico Marcelo Rohling que também estavam presentes em 2018 na comissão técnica do Guarani.

“É bacana ter essa conquista novamente ao lado deles e agora com o Felipe (Endres). Aproveito também para agradecer toda a comissão, staff e diretoria que sempre deram o que precisamos para suprir nossas necessidades e facilitar nosso trabalho. Há realmente um sentimento de união com todos focados em um só objetivo”, explicou.